A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada na última semana a devolver R$ 74.341,40 a uma ex-fiel da igreja que se arrependeu das doações que ela alega terem sido feitas quando ela estava fragilizada e foi pressionada a por um pastor da denominação.
A decisão da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a sentença que havia sido proferida pela 9ª Vara Cível de Brasília, não cabendo nenhum tipo de recurso por parte da igreja, que terá que restituir a ex-fiel o valor atualizado monetariamente pelo INPC desde as datas das compensações dos cheques e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês.
Segundo publicação do processo feita no site do TJDFT, a fiel frequentava a denominação, pagando seus dízimos em dia e, ao enfrentar um processo de separação judicial, ficou atordoada e fragilizada, sendo induzida pelo Pastor Jorge a aumentar suas contribuições. Ao receber uma alta quantia por um serviço realizado, alega que passou a ser pressionada pelo religioso para doar toda a quantia que havia recebido.
Ao perceber que o pastor havia sumido da igreja, ela entrou em depressão, perdeu o emprego e ficou na miséria. Dessa forma entrou com um pedido para que fosse realizada nulidade da doação e a restituição de todo o valor doado.
Em sua defesa, a igreja afirmou que “a liturgia da Igreja baseia-se na tradição bíblica, ou seja, que é a Bíblia que prevê a oferenda a Deus em inúmeras passagens, destacando, na passagem da viúva pobre, que doar tirando do próprio sustento é um gesto de fé muito mais significativo”. Os advogados da denominação afirmaram ainda que a fiel sempre foi empresária, e que, portanto, não ficou sem rendimentos em razão da doação, e que ela tinha capacidade de reflexão e discernimento para avaliar as vantagens de frequentar a Igreja e de fazer doações.
A decisão judicial foi baseada no art. 548 do Código Civil, que define que “é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador”. Para tal decisão, a juíza considerou que a fiel teve o seu sustento comprometido em razão da doação realizada, baseada em testemunhos no processo de que houve carência de recursos até mesmo para alimentação.
A África poderá se tornar o continente com maior concentração de cristãos em todo o mundo. Essa é a conclusão do estudo realizado pela Universidade Censur em El Jadida, Marrocos a respeito das religiões nos países africanos.
A população cristã tem crescido em taxas mais altas que os muçulmanos no continente, e hoje, 46% das pessoas na África são cristãs, contra 40% de muçulmanos e 12% de adeptos a religiões de matriz africana.
Em termos globais, os cristãos da África atualmente somam 500 milhões de pessoas, o que representa 20% dos cristãos de todo o mundo. Em 1900, o continente possuía apenas 10 milhões de cristãos, o que representava apenas 2%.
A pesquisa concluiu ainda que o cristianismo é a religião predominante em 31 países africanos, contra 21 de predominância islâmica e 6 de maioria religiosa afro, segundo informações do Noticia Cristiana.
No relatório da Universidade Censur há ainda uma previsão de que, mantido o ritmo, a África poderá se tornar o continente com maior concentração de cristãos em todo o mundo, superando a América.
Há a preocupação, por parte dos responsáveis pelo estudo, que esse crescimento possa resultar em maior perseguição religiosa, devido às transformações sociais e culturais que o aumento da população cristã causará nesses países.
O ator Oscar Magrini, 52 anos, que interpreta atualmente o coronel Nunes na novela Salve Jorge, da TV Globo, revelou ser evangélico, numa entrevista ao jornalista Léo Dias, do jornal O Dia.
Casado com também atriz Matilde Mastrangi desde 1990, Magrini afirmou ser cristão há dez anos e que isso influenciou positivamente na criação de sua filha, Isabella, 21 anos.
Para Magrini, o “diálogo é fundamental” para um casamento duradouro. “E também ter muito respeito, carinho, dedicação. Eu adoro estar casado. Adoro ter uma mulher e uma filha me esperando em casa quando eu saio do trabalho”, complementa o ator, que vive em Atibaia, no interior de São Paulo.
Perguntado pelo jornalista sobre ciúmes em relação à filha, Magrini foi enfático: “Eu acho ciúme um sentimento ruim. E o crescimento dos filhos em um lar evangélico é diferente. Quero que ela encontre um cara legal, que a faça feliz. Quero o melhor para a minha filha, que me dá o maior orgulho. Ela acaba de se formar em Nutrição pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)”, disse o ator.
Oscar Magrini contou ainda que fortalece sua fé com leituras bíblicas: “Sou cristão há dez anos. Leio a Bíblia que, para mim, é o manual do fabricante”.
Questionado sobre o carnaval, Magrini disse que prefere o conforto do lar: “Se eu não estiver gravando, vou para Atibaia ficar com a minha família. É assim que eu faço há anos”.
A coluna Outro Canal, da Folha online, traz uma novidade que pode, ou não, ser boa para os evangélicos.
Keila Jimenez informa que a próxima novela das 21hs da Rede Globo pode apresentar a primeira mocinha evangélica da emissora.
Waldirene, nome da personagem, será uma moça pobre disposta a qualquer coisa para se dar bem na vida, até tentar engravidar de pagodeiros e jogadores de futebol. Até que começará a mudar de vida ao aderir ao evangelho e entrar para uma igreja.
Confira alguns trechos da coluna:
"Essa conversão mudará a vida da personagem, que pode se transformar em uma famosa cantora gospel.
Divertida, Waldirene será vivida por uma comediante. Ingrid Guimarães e Daniele Valente chegaram a ser cotadas para o papel, mas Tatá Werneck, ex-MTV, é a forte candidata à vaga. Uma decisão ousada, pois Tatá é famosa por humor escrachado.
Mesmo com esse pé na comédia, Carrasco não quer tratar o assunto com deboche. O autor pretende mostrar que a descoberta de uma religião pode levar à concepção correta de felicidade.
Vale lembrar que a Globo vem se aproximando do público evangélico e quer retratar a religião em suas tramas."
As duas últimas personagens 'evangélicas' nas novelas da Globo geraram polêmica e distorceram a conduta das mulheres evangélicas.
Agora é esperar para ver o que a emissora está preparando.
“Eu já sabia que vinha bomba pela frente. Ele é forte”. Com essa declaração, a apresentadora Marília Gabriela definiu, ao final do primeiro bloco, a entrevista do pastor Silas Malafaia em seu programa, veiculado nesta madrugada pelo SBT.
O pastor Silas Malafaia foi questionado sobre as principais bandeiras que ele tem levantado em seu ministério, e como sempre, defendeu suas ideias de forma veemente e com o uso de frases fortes e polêmicas.
O primeiro assunto tratado foi a reportagem da revista Forbes, que o elencou como um dos cinco líderes evangélicos mais ricos do Brasil. Silas Malafaia voltou a contestar a informação da revista e apresentou documentos que comprovariam sua versão a respeito do tema.
-Safado, sem vergonha, bandido, caluniador tem em tudo quanto é lugar: pastor, padre, jornalista… Quando a Forbes faz uma declaração dessas, não é uma declaraçãozinha qualquer. Eu vivo de quê? Eu vivo de pessoas acreditem em mim, pra dar ofertas. Eu sou um pouco diferente de outros pastores. As ofertas que eu recebo, vem mais de gente que não é da minha igreja. Eu sou pastor de igreja há dois anos e meio. Há trinta anos eu sou conferencista, tenho programa de TV, e recebo verbas de pessoas que não me conhecem de perto. 80% são evangélicos e 20% de tudo o que é religião. Então quando eles falam isso, o que é que se subentende? Esse cara tem R$ 300 milhões? Tá roubando de gente [...] O que a Forbes tá falando é mentira – enfatizou o pastor Silas Malafaia, que detalhou suas propriedades e lembrou que é empresário.
Marília Gabriela afirmou considerar a teologia da prosperidade como heresia, enquanto que Silas afirmou que “Deus trabalha com uma lei de recompensa”, e citou o apóstolo Paulo para basear sua tese de que as pessoas fazem esforços buscando uma retribuição.
A repercussão da entrevista de Malafaia nas redes sociais e nos blogs ligados ao debate apologético foi intensa. O pastor Renato Vargens, de orientação calvinista, escreveu em seu blog que “Malafaia se enrolou e não conseguiu convencer aos telespectadores sobre a funesta teologia da prosperidade”.
Baseando-se na reportagem da revista Veja São Paulo sobre a formação de pastores, Marília Gabriela questionou Malafaia sobre o trajeto percorrido para quem deseja exercer a função e questionou se a profissão seria “um bom negócio”. Silas Malafaia respondeu que “não é um negócio”, citou a necessidade de vocação e exemplificou: “Quando alguém me vê, ou vê aí R. R. Soares, Valdemiro, Macedo, é igualzinho estar vendo o Cristiano Ronaldo no futebol. Existe uma meia dúzia de pastores de alto nível de salário e tudo. Mas a grande massa de pastores evangélicos no país, não ganha mais de cinco salários”.
Para Renato Vargens, “a entrevistadora do SBT também foi tendenciosa ao insinuar que o ministério pastoral pode ser uma profissão lucrativa. Ora, a esmagadora maioria dos pastores ganha muito pouco. Ouso afirmar que mais do que 90% dos pastores ganham muito mal. Sei de muitos pastores que lutam com sacrifício e que para sustentar a família cortam um dobrado. Afirmar que todos os pastores roubam e são ricos é uma enorme maldade”.
O tema homossexualidade e as disputas encampadas por ativistas gays a respeito da PLC 122 foi um tema debatido exasperadamente, e novamente o pastor Silas Malafaia defendeu sua postura já conhecida.
Entretanto, ao defender que homossexualidade é comportamento e marcar posição dizendo que acredita que homossexuais podem ser reorientados, Malafaia ressaltou que “pastor não transforma ninguém” e que “ama os homossexuais”, apesar de discordar de suas práticas. A postura de Marília Gabriela sobre o tema, que é polêmico, foi frontalmente oposta à do pastor a respeito das questões pleiteadas pelos ativistas gays.
O pastor Renato Vargens comentou a postura de Silas Malafaia e da apresentadora: “Silas demonstrou firmeza e coerência bíblica. Na minha perspectiva Marília ao tratar da homossexualidade foi intransigente e grossa com o seu entrevistador demonstrando assim vivenciar a mesma intolerância que tanto combate. Na verdade, em um determinado momento da entrevista ela chegou a alterar o seu tom de voz tentando impor sobre Malafaia suas crenças e percepções”.
Nas redes sociais, a repercussão foi equilibrada e contou com manifestações de apoio às palavras de Silas Malafaia e também com críticas à forma e às ideias expressas pelo pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
“O pastor Silas Malafaia merece aplausos. A palavra de Deus foi pregada ontem no De frente com Gabi… Amém, to muito feliz”, escreveu a usuária Nessynha em seu perfil no Twitter.
Ainda no Twitter, o teólogo José Barbosa Jr. criticou Silas Malafaia: “’Minha igreja é uma igreja fincada na Palavra’. Malafaia transformando o ‘De Frente Com Gabi’ num Stand-up Comedy”, publicou.
O pastor da Comunidade Cristã Família da Fé, Jocymar Fonseca, aplaudiu a entrevista de Malafaia a Marília Gabriela: “Tremenda entrevista, Pr. Silas Malafaia De frente com Gabi”.
Em síntese, Renato Vargens definiu em seu blog a participação do pastor no programa: “Silas também defendeu o casamento, combateu o divórcio e acentuou o valor da família, todavia, na minha opinião ele perdeu uma grande oportunidade para anunciar Cristo de uma forma mais tangível aos milhares de telespectadores espalhados por esse Brasil”.
Confira abaixo, a íntegra da entrevista de Silas Malafaia ao De Frente com Gabi:
O reality show A Fazenda de Verão, exibido pela Rede Record, emissora ligada à Igreja Universal, causou polêmica em sua última edição por exibir o relacionamento homossexual entre duas mulheres.
Em uma entrevista ao portal Terra na qual explicava sobre a baixa audiência obtida pela atração, o diretor do programa, Rodrigo Carelli, falou sobre os a forma velada com que a atração exibia o relacionamento entre as mulheres, muitas vezes mostrando como sendo apenas uma amizade.
Carelli nega que o relacionamento tenha sido exibido de maneira velada, e também nega que a Igreja Universal tenha alguma influência na edição desse tipo de cena e nem mesmo em cenas de nudez, comum em programas desse formato. De acordo com o diretor, a forma que o relacionamento entre as duas mulheres foi exibido no programa partiu de uma decisão interna da produção do programa.
Questionado se houveram intervenções por parte da Igreja Universal para diminuir a exposição de cenas de nudez e lesbianismo dentro do programa, o diretor afirmou que não, e que os cortes que aconteceram foram feitos pelos critérios da própria equipe de produção.
- Por incrível que pareça, não. A gente tem critérios da emissora com relação a esses limites do que se pode mostrar em uma TV aberta. Mas não houve uma interferência direta. Foram critérios nossos. E nós fomos delicados e corretos com elas – explicou o diretor.
Considerada durante muitos anos um dos símbolos do carnaval brasileiro, a ex-globeleza Valéria Valensa agora vive uma realidade muito diferente da vivida nos tempos em que simbolizava a festa. Evangélica, Valéria agora assina o nome do marido Hans Donner e afirma que quer passar o feriado longe das festas de carnaval.
O site Extra, destaca que a mudança de comportamento de Valéria é visível quando ela é questionada se não sente saudades da folia.
- É uma festa linda, mas hoje tenho esta alegria durante todo o ano no meu coração. Era um preparo muito puxado e durante os 15 anos de Globeleza, realizei e o ciclo fechou. Hoje, me dedico a minha família – afirmou a ex-globeleza.
Valéria começou a frequentar uma igreja evangélica em 2004, depois de ser dispensada pela Rede Globo, que buscava outra mulata para atuar como globeleza. Hoje, ela prega em igrejas evangélicas, e conta que irá passar o feriado em Búzios, longe da folia.