O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, ameaçou nesta quinta-feira (20) banir o Twitter e outras redes sociais. Pouco depois, usuários começaram a relatar que a página estava fora do ar no país. Até que a própria empresa informou que estava investigando as denúncias de que o serviço havia sido banido. Mais cedo, Erdogan disse não se importar com uma reação internacional, em sua mais nova explosão emocional durante a campanha para as eleições locais de 30 de março.
“Twitter… Vamos varrer tudo isso do mapa”, disse. “A comunidade internacional pode dizer isso ou aquilo. Não me importo. Todos verão quão poderosa é a República da Turquia”, disse em seu característico tom inflexível.
Erdogan enfrenta um escândalo de corrupção que ele afirma ser orquestrado por seus inimigos — as informações estão sendo vazadas principalmente pelas redes sociais. Há duas semanas, o premier afirmou que a Turquia poderia banir o Facebook e o YouTube, depois que gravações revelando corrupção de seus colaboradores foram publicadas na internet.
No áudio, com data de 17 de dezembro, um homem apresentado como o primeiro-ministro turco pede a outro, supostamente seu filho mais velho, Bilal, que faça desaparecer quase 30 milhões de euros, poucas horas depois de uma operação policial contra dezenas de pessoas ligadas ao governo.
O Globo
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